terça-feira, 5 de abril de 2016

Alenquer - Pereiro de Palhacana e Ribafria

Percurso pedestre Alenquer
Percurso Campo do Pereiro


sábado, 31 de outubro de 2015

Caminhos do Douro - Favaios, Alijó, Pinhão, Tua

Pelas 12h30 uma visita ao Museu do Pão e do Vinho de Favaios -museu de favaios -, no município de Alijó - município de Alijó -, despertou-nos para os encantos do planalto de Favios, onde se produz um vinho único  - o Moscatel  de Favaios- , apesar de estarmos em pleno Douro Vinhateiro.Seguiu-se a visita à Adega, e após uma merenda frugal, acompanhada com os tintos da região, iniciámos mais uma longa(?) caminhada. Quinta da Boavista, quinta da Avessada, quinta do Faísca ...e muitas outras. O certo é que entre muros que protegem vinhedos, ladeados de oliveiras lá nos fomos perdendo durante uma boa hora, sem encontrar o destino adequado. A chuva miudinha mas persistente ameaçava a nossa boa disposição, ao ponto de alguns (muitos), quererem apanhar a carreira para casa.De volta a Favaios, cruzamos a estrada e lá partimos em direcção a Alijó ....que parecia ser ali já!Mas não era. Duas horas de andança volvidos eis-nos encharcados e exaustos, num caminho sem saída. Por trás de um matorral de silvas e fetos gigantes fomos abrindo caminho para o pomar que nos espreitava. E, bem fresquinhos e imundos, lá chegamos à pousada... - pousada barão de forrester -.
Barão de Forrester
Favaios Pão e Vinho
Aldeia Vinhateira de Favaios

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sobreira Formosa Feira do Outono QUINTAIS

Dia 20 de Setembro  Passeio pedestre 8km 17h00

Na linda aldeia de Sobreira Formosa iniciámos o percurso pelas 17h30 com um a chuva insistente que deixou muitos em terra, quer dizer, abrigados no pavilhão. Não fosse o S. Pedro o nosso santo de estimação, e não havia quinhentos metros decorridos, já o sol inundava de raios brilhantes a nossa ascensão. Falaram-nos que haveria subidas...Por entre pinheiros rodeados de magníficas torgas floridas, com a sua cor rosa, os passos céleres de quem está habituado a trepar por caminhos irregulares depressa chega ao alto. Sim, a subida era apenas uma, mas durou por mais de quatro quilómetros. Aqui e ali os medronhos maduros despertam o interesse de alguns. Ao longe vislumbra-se a serra das talhadas onde, dizem, os nossos amigos franceses esquartejaram uns quantos. Mais ao fundo adivinha-se a Foz do Cobrão, no rio Ocreza com as suas Portas de Almourão. Mais longe o olhar perde-se entre os claro-escuros do fim de tarde.
Começamos a descer e o caminho vê-se encaixado entre belos muros de pedra que escondem hortas e pastos, que anunciam uma aldeia próxima. As figueiras são rebuscadas à procura dos três ou quatro figos maduros  - apesar das chuvas intensas de Setembro nem tudo está perdido -, que pendem convidativos de algumas ramadas.
Entramos por um quintal e vamos-nos deliciando com os produtos da temporada -tomates, pimentos amarelos, vermelhos e verdes, beringelas, couves ainda imberbes mas formosas, alfaces muito jovens, etc -. Alguém se interroga sobre umas folhas de intenso verde que saem da terra em intensa profusão: - São os almeirões, alguém exclama. Aqui consome-se sobretudo no inverno, porque resistem muito melhor que ás alfaces ao frio intenso. Num anexo que esconde no seu profundo interior uma mina (contra-mina) de água, está instalada a adega. Os proprietários, familiares da Sandra, oferecem vinho a rodos aos mais foliões, e também deliciosos bolinhos para acompanhar.
Saímos para a tarefa que aqui nos trouxe. Um campo de milho estende-se à nossa frente, pejado de plantas hirtas, mas já secas, prontas para ser desapossadas do seu fruto - as maçarocas -.
Foi efectivamente este o tema que aqui nos pôs a andar. 
Recolhemos uma quantos para uma cesta de vime e lá vamos na ilusão de que a carroça nos espera à porta daquela hospitaleira casa. Mas não! Descemos, pela aldeia - a Póvoa -, e só lá muito, muito longe podemos aliviar a carga. Mas não é só o burro e a carroça, que nos esperam, um grupo de cantares, com moçoilas esbeltas e atrevidas, acordeonistas, ferrinhos e adufes, organizam-se numa comitiva bem disposta em que os únicos estranhos somos nós, os cerca de cem caminheiros que aqui chegámos. O Grupo de Danças e Cantares da Sobreira Formosa, vai animando o caminho que ainda falta. No largo da Sobreira organiza-se um momento de folia com cantares, danças e momentos teatrais. Depois seguimos em cortejo até ao pavilhão onde se realiza entre hoje e amanhã mais uma festa dos Quintais. À chegada, gentes trajadas a rigor distribuem pipocas... Rapidamente se organiza uma desfolhada com todos os presentes, e em momentos muito bem conseguidos, relembra-mos ou reaprendemos a descamisar maçarocas e a beijocar as garotas sempre que algum milho roxo desponta nas nossa mãos.
Estas caminhadas promovidas pela câmara municipal de Proença-a-Nova, são sempre uma surpresa, e esta ficou na memória de todos. 
Amanhã cá estaremos sob outros temas desfrutando da Zona do Pinhal.
A noite continua com petiscos tradicionais servidos nas tasquinhas, venda de produtos nos postos do mercado improvisado, momentos de teatro e com um bailarico à moda antiga. 
Não fosse o caminho de volta longo e ficaríamos por ali até que a alma mais não pudesse, pois as pernas, essas, além dos oito quilómetros de caminhos, já levavam horas de folia.
109º Passeio Pedestre  Sobreira Formosa
20 DE SETEMBRO, 17H00
INÍCIO E FIM: SOBREIRA FORMOSA
PERCURSO: CIRCULAR COM CERCA DE 8 KM
GRAU DE DIFICULDADE: MÉDIO/FÁCIL
PONTO DE ENCONTRO: BIBLIOTECA MUNICIPAL
INSCRIÇÕES NO POSTO DE TURISMO
Ao cair da tarde, o passeio pedestre leva os caminhantes até um campo de milho, onde quem quiser poderá experimentar a apanhar maçarocas. O percurso é associado à Feira de Outono, que celebra tarefas e produtos agrícolas, e no final quem quiser poderá participar numa desfolhada. A inscrição não inclui refeição. No domingo realiza-se, às 9h30, a caminhada temática “As vinhas e as vindimas”.

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Trilho do Pastor e Festas do Sardoal

Dia 20 de Setembro
Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus. Pois não, ela cai em força sem ser anunciada!

Destino desconhecido para muitos foi com surpresa que nos deparámos com uma iniciativa no sentido de dotar a região com 4 percursos pedestres. Estamos a falar do Sardoal, terra com muita história e ponto de passagem do caminho de Santiago.

Iniciámos o passeio pedestre - trilho do Pastor -, na praça da República, junto ao pelourinho, obra de Raul Lino, num espaço criado nos anos trinta, do sec. XIX, onde se destaca um painel de azulejos sobre Gil Vicente,
Pelas ruelas da vila, ideia óptima que permite conhecer o centro histórico, vamos circulando em direcção aos caminhos ancestrais que desembocam em hortas e olivais.
O caminho é de terra, ladeado aqui e ali por muros de pedra. Logo no início deparamo-nos com árvores de grande porte, nomeadamente um sobreiro altaneiro, à sombra do qual se construíram memórias, ao longo de séculos. Sim, aqui o tempo está presente, não só no caminho que pisamos, e nos muros que o ladeiam, mas sobretudo nas inúmeras de oliveiras centenárias que povoam a paisagem. Descendo por um carreiro que se confunde com os trilhos das ovelhas (do pastor!), ladeamos uma linha de água profunda e escura, preenchida de matorral, que possivelmente deu nome a este vale - Vale Medonho -...ou terão sido as estórias tecidas por caminheiros assustados?
A vereda desemboca em novo caminho ao lado do qual, à direita, jazem para sempre os restos de uma vintena de oliveiras portentosas. Oxalá esta terra tenha melhor sorte!
Num aglomerado de construções, algumas em  ruínas, testemunho de uma grande quinta, alguém saúda o pastor e pergunta pelo rebanho: - Hoje andam lá pr'a cima! 
As figueiras atraem a atenção de uns quantos, quer dizer os figos. A chuva que tem caído intensa este Setembro, não os tem ajudado a medrar.
Estas, algumas videiras, marmeleiros e diospireiros,atestam o uso destes terrenos outrora - as hortas -.
O grupo volta a juntar-se graças à pequena subida à nossa frente. 
A fonte das três bicas sacia a sede e a curiosidade dos alfacinhas.
Embora chegados à vila por uma bela calçada ainda nos esperam uns longos dois quilómetros para o final desta aventura. Um carreiro íngreme faz hesitar uns quantos. Aqui são os famigerados eucaliptos que nos rodeiam.Agora reparo que o grupo é composto por muita gente jovem, além dos imberbes que vieram de Lisboa. Oxalá este hábito de andar a pé se entranhe nestas paragens e os quatro percursos agora propostos sejam um êxito.

E porque muito se falou de Gil Vicente - curiosa uma bela construção de 1900, onde parece ter funcionado um teatro -, e porque os sardoalenses o reivindicam como seu, aqui deixo um acesso onde podeis saber mais sobre essa personalidade incontornável da nossa identidade.
E dos Almeidas, aos quais parecem dever-se as frequentes visitas da corte desde o séc.XVI, tendo estas, certamente, contribuído para a grandeza desta terra, atestada sobretudo na riqueza das suas igrejas e capelas.
E do mestre Sardoal... E de Vicente Gil e Manuel Vicente ...E do primaz do Brasil...


Trilho do Pastor  SRD-2                  FESTAS do SARDOAL
Inauguração do Percurso Pedestre “Trilho do Pastor”

Inserida nas Festas do Concelho, a 20 de setembro, decorrerá a inauguração do Percurso Pedestre “Trilho do Pastor”.
À semelhança da Via Romana, inaugurada em 7 de setembro passado, também este apresenta duas opções: um percurso total de 7,2km com duração aproximada duas horas e meia e grau de dificuldade médio/alto ou um percurso alternativo com 5,7 km, duração aproximada de duas horas e grau de dificuldade médio.

A participação é gratuita e não se encontra sujeita a inscrição.

Recorde-se que a Câmara Municipal planeia inaugurar os outros dois percursos da rede até ao final do ano.

A recuperação e preservação do património cultural, ambiental e natural têm sido assumidas pelo Município como importantes orientações estratégicas. Assim, a definição de uma rede de percursos pedestres neste Concelho tem como finalidade dar a conhecer este património de forma estruturada, organizada e integrada.

Refira-se que o pedestrianismo, enquanto uma modalidade dos denominados desportos de natureza, contribui diretamente para o desenvolvimento socioeconómico das zonas rurais.

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